Vice Temer é notificado que se tornou presidente e anuncia ministério

POLÍTICA

  • Publicado em 2016-05-12

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  • Atualizado em 12/05/2016 16:01

  • Logo após ter sido notificado da decisão do Senado Federal, que aprovou na manhã desta quinta-feira (12) a abertura de processo de impeachment e o afastamento por até 180 dias de Dilma Rousseff da Presidência da República, a assessoria do vice-presidente Michel Temer anunciou os nomes dos ministros que integrarão o ministério do novo governo.

    Temer recebeu a notificação às 11h25 (veja no vídeo acima) do senador Vicentinho Alves (PR-TO), primeiro-secretário do Senado. Antes de notificar Temer, no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência, Alves já tinha intimado a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

    “Desejei a ele [Temer] sucesso. Disse a ele as palavras que eu tinha dito anteriomente, de que a expectativa é muito grande, mas que ele tem todas as condições de capacidade, de relacionamento, de dinamismo, para corresponder com a expectativa do povo brasileiro”, afirmou. Segundo o senador, Dilma recebeu a intimação de “forma natural e respeitosa” e não fez nenhum comentário.

    Entre os nomes anunciados nesta quinta, alguns já haviam sido divulgados informalmente por interlocutores de Temer ao longo das últimas semanas, como Henrique Meirelles (Fazenda), Romero Jucá (Planejamento), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

    Até a última atualização desta reportagem, dois ministérios (Integração Nacional e Minas e Energia) ainda não tinha os nomes dos ocupantes definidos. O PMDB deverá ficar com uma dessas duas pastas e o PSB com outra.

    Da lista de ministros anunciadas por Temer nesta quinta, nove são deputados: Mendonça Filho (DEM-PE), Ricardo Barros (PP-PR), Ronaldo Nogueira (PTB-RS), Osmar Terra (PMDB-RS), Sarney Filho (PV-MA), Bruno de Araújo (PSDB-PE), Maurício Quintella (PR-AL), Raul Jungmann (PPS-PE) e Leonardo Picciani (PMDB-RJ).

    A nomeação desses parlamentares para o primeiro escalão do governo faz parte da estratégia do presidente em exercício de obter apoio na Câmara, a fim de assegurar os votos necessários para aprovar reformas consideradas prioritárias diante do cenário de crise econômica.

    Esses deputados comandarão pastas como Educação, Esporte, Defesa, Cidades, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Agrário.

    Desde que o impeachment de Dilma andou na Câmara dos Deputados, Temer dedicou sua agenda a uma série de reuniões diárias com dirigentes partidários, aliados políticos e conselheiros.

    Até o Senado deliberar sobre o impeachment de Dilma, o governo contava com 32 ministérios e, com Temer, esse número
    deve cair. Algumas pastas, como a Secretaria de Comunicação Social, perderão o status de ministério.

    O mesmo valerá para para os ministérios do Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Agrário, unificados em uma pasta, assim como os ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações.

    Já outros ministérios mudam de nome, como a antiga Controladoria-Geral da União (CGU), que passará a ser o Ministério da Fiscalização, Transparência e Controle.

    Segundo a assessoria de Temer, o presidente em exercício deverá chegar ao Palácio do Planalto por volta das 15h, mas não haverá cerimônia.

    Temer dará posse aos novos ministros do governo e, assim como Dilma fez na manhã desta quinta, fará um pronunciamento à imprensa. Haverá, ainda, durante a tarde, a primeira reunião ministerial do novo governo.
    Também de acordo com a assessoria, o primeiro compromisso externo de Temer como presidente em exercício será na noite desta quinta. Ele comparecerá à cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

    Confira abaixo a relação dos novos ministros.

    Fazenda
    Henrique Meirelles

    Planejamento
    Romero Jucá (PMDB)

    Desenvolvimento, Indústria e Comércio
    Marcos Pereira

    Relações Exteriores (inclui comércio exterior)
    José Serra (PSDB)

    Programa de Parcerias e Investimentos
    Moreira Franco (PMDB) (secretario-executivo)

    Casa Civil
    Eliseu Padilha (PMDB)

    Secretaria de Governo
    Geddel Vieira Lima (PMDB)

    Secretaria de Imprensa
    Marcio Freitas (não é ministério)

    Secretaria de Segurança Institucional (inclui Abin)
    Sérgio Etchegoyen

    Educação
    Mendonça Filho (DEM)

    Saúde
    Ricardo Barros (PP)

    Justiça e Cidadania
    Alexandre de Moraes

    Agricultura
    Blairo Maggi (PP)

    Trabalho
    Ronaldo Nogueira (PTB)

    Desenvolvimento Social e Agrário
    Osmar Terra (PMDB)

    Meio ambiente
    Sarney Filho (PV)

    Cidades
    Bruno Araújo (PSDB)

    Ciência e Tecnologia e Comunicações
    Gilberto Kasssab (PSD)

    Transportes
    Maurício Quintella (PR)

    Advocacia-Geral da União (AGU)
    Fabio Medina

    Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
    Fabiano Augusto Martins Silveira

    Defesa
    Raul Jungmann (PPS)

    Turismo
    Henrique Alves (PMDB)

    Esporte
    Leonardo Picciani (PMDB)

    Minas e Energia
    entre PMDB e PSB

    Integração Nacional
    entre PMDB e PSB

    G1

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